segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Não quero mais ouvir quem diz que o amor é só pra ser feliz...


  Arrumei a casa, preparei o coração, esperando tua chegada, espalhei sorrisos, Felicidade.
 Já não se fazia mais presente aqueles sentimentos tão sem nome, chamados angústia. Alguém havia aparecido dias antes e enchido, esborrado na verdade, isso aqui de sentidos novos. Sentidos esse que guardo bem, como aquele chocolate especial, ou aquele milkshake que você toma bem devagarinho, para que não acabe logo. E se delicia tanto que se lambuza, se mancha e se estraga. Isso mesmo. Se estraga! Pois é isso que sinto que estou fazendo comigo mesma, e vai demorar até que eu me refaça. Não que seja ruim me desfazer dessa maneira. É que eu queria fazer isso no colo desse alguém, que me abre as cortinas dessas janelas coloridas, enfeitadas sutilmente de risos e aconchegos. Mas aí me vem o meu anjinho bom ou o ruim... ainda não descobri qual dos dois... e sopra baixinho: Psiu! Não te joga assim dessa janela. E eu recuo mais uma vez. Mas, não sem antes respondê-lo: Não quero mais ouvir quem diz que o amor é só pra ser feliz!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Aquele meu sorriso de borboleta azul ...




(...) se o tal amor é impontual e imprevisível que se dane! Não adianta: as pessoas são impacientes! São e sempre vão ser! Tem gente que diz que não é... "Eu não sou ansioso, as coisas acontecem quando tem que acontecer." Mentira! Por dentro todo ser humano é igual: impaciente, sonhador, iludido... Jura de pé junto que não, mas vive sempre em busca da famosa cara metade! Pode dar o nome que quiser: amor, alma gêmea, par perfeito, a outra metade da laranja... No fim dá tudo no mesmo. Pode soar brega, cafona... Mas é a realidade. Inclusive o assunto "amor" é sempre cafonérrimo. Acredito que o status de cafona surgiu porque a grande maioria das pessoas nunca teve a oportunidade de viver um grande amor. Poucas pessoas experimentaram nesta vida a sensação de sonhar acordada, de dormir do lado do telefone, de ter os olhos brilhando, de desfilar com aquele sorriso de borboleta azul estampado no rosto. (...)

' Luís Fernando Veríssimo

domingo, 19 de dezembro de 2010

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain




...talvez seja porque está pensando em alguém.

- Em alguém do quadro?

- Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar, e sentiu que eram parecidos.

- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.

- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.

- E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr ordem?



2010


Ri, bebi, cresci, evolui, me iludi, curti, aprendi, sai, diverti, me fudi, mas não morri. 
Eu chorei, beijei, sonhei, realizei, errei, me decepcionei, zuei, briguei, apaixonei, mudei, dancei, aproveitei, lembrei. 
Fui lembrada, agarrada, paparicada, beijada, acariciada.
Conheci novos amigos e enfim, eu vivi!
Que venha 2011! E uma boa dose de tudo isso e muito mais.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Histórias de um verão.




"... se sentir medo, vai lembrar de mim. Se sentir frio, um dia lembrará dos dias quentes, daqueles verões que passamos juntos, vai buscar lá dentro motivos e não irá encontra-los, então, perceberá que eles nunca existiram, desapareceram da mente do mesmo jeito que surgiram."


   Sobre uma carta lida. Fragmentos.
   

domingo, 12 de dezembro de 2010




Hoje em dia o amor não está na sorte ou no destino.
Está em poder ficar mais de 10 minutos com uma pessoa.

Das estrelas que esqueceram de contar



Das estrelas que esqueceram de contar...
Nelas vivia a pensar.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010




Amor - chama e, depois, fumaça...
Medita no que vais fazer:
O fumo vem, a chama passa... 




Manuel Bandeira

Do meu chorar...




Chorei porque não era mais uma criança com a fé cega de criança. Chorei porque não podia mais acreditar e adoro acreditar. Chorei porque daqui em diante chorarei menos. Chorei porque perdi a minha dor e ainda não estou acostumada com a ausência dela.


Anaïs Nin

Dos pensamentos dela...



 Tudo agora se encontrava em seu devido lugar, no lugar do fingimento, onde nada tinha acontecido, onde eles não tinham se amado, onde jamais tinham sido um do outro e nunca, o amor, deles. Ele, apenas procura novas coisas e ela evita pensar no assunto, mas os dois sabiam de suas incompetências, e quando um deles resolveu apostar no destino, o outro, mesmo sem querer teve que aceitar. Mágoas. E se perguntar, isso é amor? Um adeus, com gosto de até logo. O que leva uma pessoa a jogar nas mãos do destino o sentimento da outra? Será o desamor? Acho que nem sempre. Inconsequência, talvez. Colocar o destino à prova. Deixar que ele escolha o que dará certo em sua vida.