sábado, 9 de julho de 2011

x3


Porque amar para algumas pessoas me parece tão fácil, heim?! Se para mim ainda é tão assustador...

 Imagine você, pegando uma de suas mãos e dando a outra pessoa, agora, essa pessoa tendo três mãos, as dela e uma das suas, fica possuindo um poder imenso sobre você, se você der sorte, ganha carinho x3, mas, e se der azar? Agora pense você entregando suas duas mãos?! Que risco heim?!  Pra mim, amar se torna isso, é algo caro. Meu amor é caro sim! Só eu sei o quanto me custa. Porque às vezes o xampu cai no olho e faz chorar. Às vezes enfrentamos tempestades e a chuva escorre nossas vontades pelo meio fio, quando estamos bem no meio do caminho e sem desculpas convincentes, sem analgésicos nem guarda-chuvas. Mas um abraço, com apenas duas mãos já é um bom remédio. No meu caso, é o teu abraço que me cura, moço. Teu abraço com três braços. Tua falta me sobra. E sobra muito. E o teu abraço me salva de mim e desses meus pensamentos tão loucos. Só não te salva desse meu comportamento obsessivo, onde sinto que sempre quero mais do que você pode me dar e é aí que acho que meu amor se torna ainda mais caro pra você.  Eu sou um acidente de trânsito humano que todo mundo parece reduzir a velocidade pra ver os destroços e eu estou sempre tentando fazer o melhor que posso com o que sobra. E aqui, anda sobrando amor.  Ando recebendo olhares que valem por uma reza e há quem ainda faça promessas por mim, mesmo me achando louquinha, quase um caso perdido, ainda há quem tente me confortar: Loucura é o extremo da lucidez, é o limite que já não se suporta. Segundo Caio F. você compreende, compreende até que o que você vai compreendendo é cada vez mais aterrorizante então você simplesmente pira!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A doida

 


 Eu não sou toda doida, não toda! Sou é feliz, e triste também. Sou medrosa, mas, muito mais atirada. Me jogo. Às vezes, por pura distração, outras por não ter opção. E sou feliz.
 Porém, um dia, disseram-me, e eu hoje, afirmo também: Felicidade demais é doença! Das mais perigosas, e vejam só... acreditem, das mais tristes também! Mas, daí, o não me jogar me mata! E vivo assim, numa corda bamba. Já nasci assim. BAMBA! E é por isso que eu preciso me concentrar tanto em meus desencontros, pois, o que escrevo e o que penso sobre o que acho que eu sinto,  não é igual ao que realmente sinto. O meu problema é não saber ter 21 anos, tenho, às vezes, perfeitamente uns 80, outras tantas,  uns 10. Mas, 21? Hahahah! Duvideodó! Só falo de amor. Arrodeio, arrodeio, mas acabo sempre falando de amor. E isso me parece muitas vezes um apelo desesperado por ele, mesmo quando pareço querê-lo bem longe de mim.   Outro problema que me atormenta (agora mudando de pau pra cacete, ou não... talvez ficando no pau mesmo) é quanto fico tiririca da vida quando vejo pessoas fazendo o bem, apenas por quererem ir para o Céu, e isso me perde todo o brilho, do bem sendo feito. Putz! Faça o bem, apenas por não gostar do mal, e por ele já existir em excesso. Gente interesseira também não vai para o Céu! Mas, o principal deles (meus problemas), é não deixar "ele" saber que o quero, e se "ele" souber, tentar fazer de tudo pra que não acredite. É querer que "ele" saiba, mas que saiba só um pouquinho. E que exista um "muitão" de dúvidas! Pois, se tratando de amor, é essa ignorância que o garante (acho eu) de ser sincero e espontâneo.



Lembrando da música: A doida, Seu jorge.

terça-feira, 5 de julho de 2011


 Você que escolhe deixar o tempo passar ou não, escolhe quando ligar, e quando me chamar, escolhe, quando está com raiva, se vingar ou não de mim, e escolhe quando quer usar o destino ou não como desculpa. E eu escolho te deixar solto e isso te dar raiva, mas é assim que te tenho bem mais, é quando não estou que estás sempre comigo. Porque a vida é assim tão esquisita, às vezes é preciso ficar cara a cara com o diabo pra saber que ele nem é tão feio assim. Por quê? Porque hoje não quero mais aqueles velhos sonhos feitos de vidro, que se quebram tão fácil, bem, talvez os queira... Quero sim! Eu quero é pisar nos cacos, desfilando numa passarela com meus pés tão mais afoitos que ontem. Você me conhece, sabe que não sou tão cerebral. Sou de extremos, e por me conhecer, sabe que ainda não conheci um jeito mais fácil de ser eu, mas, veja só, ainda não desacreditei do amor, só que o presente ainda é tão só meu... Porque há vezes que eu canso, nesses momentos, não há borboletas, não há cores, não há música. Há cansaço. E tristeza. E você não está aqui.
 Falar nunca é fácil, derramo verdades aqui, e hoje quero, preciso estranhamente te ouvir, pois se falar é libertador, imagino o quão escutar o seja para mim que sou assim, meio com a cabeça em tantos lugares, meio em lugar nenhum.
 A verdade é que estou com medo, medo do conselho que te dei, te mandei arriscar e você foi. Não quero dizer medo por mim, mas por você. Tah,... por mim também... mas o fato é que tô torcendo pra que acabe tudo certo. E que essa nossa desculpa de tempo e destino seja verdade, mesmo não acreditando. É bem mais confortável assim.