segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O caso da Espinha Bífida

              Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica registraria talvez o mais eloqüente grito a favor da vida conhecido até hoje.
               Enquanto Paul Harris cobria, na Universidade de Vanderbilt, em Nashville, Tennessee, Estados Unidos, o que considerou uma das boas notícias no desenvolvimento deste tipo de cirurgias, captou o momento em que o bebê tirou a sua mão pequenina do interior do útero da mãe, tentando segurar um dos dedos do médico que o estava a operar.
               A foto espetacular foi publicada por vários jornais dos Estados Unidos e a sua repercussão cruzou o mundo até chegar à Irlanda, onde se tornou uma das mais fortes bandeiras contra a legalização do aborto.

               A pequena mão que comoveu o mundo pertence a Samuel Alexander (no dia da foto ele tinha apenas 5 meses de gestação).

               Quando pensamos bem nisto, a fotografia é ainda mais eloqüente. A vida do bebê estava literalmente presa por um fio. Os especialistas sabiam que não conseguiriam mantê-lo vivo fora do útero materno e que deveriam tratá-lo lá dentro, corrigindo a anomalia fatal e voltar a fechar o útero para que o bebê continuasse o seu crescimento normalmente.

              Por tudo isso, a imagem foi considerada como uma das fotografias médicas mais importantes dos últimos tempos e uma recordação de uma das operações mais extraordinárias registradas no mundo.
              Samuel tornou-se o paciente mais jovem que já foi submetido a este tipo de intervenção e, é bem possível que, já fora do útero da mãe, Samuel Alexander Arms aperte novamente a mão do Dr. Bruner.
  É impossível não se comover com a imagem poderosa desta mão pequenina que  segura o dedo de um cirurgião e nos faz pensar em como uma mão pode salvar vidas.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

E se...



E se voltar o tempo e o tempo não resolver? 
E se foi com o vento o amor que era para ser?
E se foi só momento e será só passado o futuro do amor que a gente ia viver?
E se não é lamento mas só um jeito de você saber? 
E se eu sentir saudade, quem vai matar? 
E se eu tiver vontade, quem vai curar? 
E se não for verdade, quem vai me contar? 
E se disser que é tarde, o sol pode clarear. 
E se chegar agora o amor vai te receber. 
E se abraçar, demora, pelo que eu te esperei.
E se entrar implora, dessa vez há de ser. 
E se deixar lá fora o medo não vai vencer.
E se não fosse o se com o que eu iria sonhar? 
E se não for para mim que alguém possa te amar.
E se for mesmo assim que o esquecer venha me buscar. 
E se feliz é o fim o que não foi não vai importar.
E se era ser meu se que você tinha que ser.
Mas se ainda trouxer esperança e a vontade de um novo tempo bom será na lembrança que eu vou te guardar. 
E se o seu se for sim, a gente há de se amar.
E se o seu se for sim, a gente há de se amar.


O último romântico



Só falta de querer


Te ganhar e te perder


Falta eu acorda ser gente grande pra poder chorar

Me dá um beijo então aperta minha mão


Tolice é viver a vida assim sem aventura


Deixa ser pelo coração


Se é loucura então, melhor não ter razão






Porque eu com o coração tão cheio, abro um espaço pra você... e você, com o coração tão vazio, não abre nem se quer uma brecha?

Extremos

Talvez eu não seja a pessoa certa para você. Talvez eu também não seja a pessoa errada, e o nosso erro seja esse, só saber viver nos extremos.

Existe alma gêmea?


 Na vida, você não encontra o que procura, apenas o que está preparado para encontrar. 
Muitas pessoas se queixam da ausência do par ideal, mas não percebem que estão vivendo a ilusão da busca da sua outra metade e que, por consequência, se sentem divididos ao meio, seres incompletos em busca de alguém que os complete.
 Buscar a outra metade significa delegar para outra pessoa a difícil missão de te fazer feliz e de suprir faltas que sua personalidade apresenta e que só podem ser supridas por você. 

Seres humanos sempre serão "metades" diferentes que juntas não formarão uma unidade, mesmo nos casos de amor mais lindos e perfeitos que conhecemos.
 Quando duas pessoas "inteiras" se encontram podem ser felizes, já duas metades...
 Vale o conselho em tom de brincadeira: "Se você quer ser feliz, não case; mas se quiser fazer alguém feliz, então case, pois duas pessoas com esta filosofia contribuirão uma com a felicidade da outra".

Ninguém é responsável pela nossa felicidade e nem nós pela de ninguém, mas somos todos co-responsáveis por participar na construção da felicidade uns dos outros.

 Entregar a outra pessoa "o fardo" de fazer você feliz é eximir-se da responsabilidade sobre suas próprias emoções, sentimentos e escolhas e assumir o confortável papel de vítima. Afinal, se não der certo, a culpa é do outro que falhou em te fazer feliz.Esse comportamento de fazer com que o outro se responsabilize por nossa felicidade caracteriza egoísmo, vaidade e narcisismo, pois parte do pressuposto que nós somos muito importantes, a tal ponto que o outro tenha a "obrigação" de nos fazer feliz. A pergunta é: Isso é amor pelo outro ou apenas por si mesmo?
 Como eternizou Caetano, "narciso acha feio o que não é espelho".
 Amar é somar, multiplicar e dividir, nunca subtrair. 






Falta

Por que a gente sempre está sentindo falta de algo?
Sinto falta de: um amor.
Talvez, amor eu tenha. O que falta é a quem amar.
Não mudou muita coisa...
Quero amar alguém. Alguém que nunca amei.
Alguém pra amar até o fim.
Alguém que goste de mim.
E todos os meus defeitos.
Porque das virtudes é fácil.
É fácil.

Ela parece distante

...talvez seja porque está pensando em alguém.

- Em alguém do quadro?

- Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar, e sentiu que eram parecidos.

- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.

- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.

- E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr ordem?

sábado, 18 de setembro de 2010





Primeiro, os sonhos. Depois, sentir os pés tocarem o chão. Pelo menos, é assim que eu tento subir escadas...


Dúvida de uma sonhadora:
_ Posso sentir e saber o gosto do amor só de imaginá-lo?

A felicidade é algo que se multiplica quando se divide

Sou apenas uma garota com grandes sonhos, imperfeita. Não sou nenhuma barbie perfeitinha, articulada, manipulada e que não pensa, nem uma daquelas mulheres vendidas em revistas. E nem quero ser. Sou uma mulher real que ama e sofre, chora e ri. Possui mil problemas, é insegura e bastante segura ao mesmo tempo do que é. Meu maior sonho é encontrar alguém que me entenda, ou que pelos menos tente. Não que apenas fale. Mas que faça. Me faça feliz.E que permita. Permita-se ser feliz. Sem medo.Essa é a felicidade que busco todos os dias ao acordar. Poder fazer alguém feliz. Muito feliz. Minha necessidade.



Só o tempo irá dizer,


se é mesmo a razão 


que vai falar mais alto,


ou será que eu vou te ter


mais cedo?


Você já sabe o meu segredo.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010


Quero alguém igual a Shrek! =)

Do lado de cá




Se a vida às vezes dá uns dias de segundos cinzas
e o tempo tic taca devagar
Põe o teu melhor vestido, brilha teu sorriso
Vem pra cá, vem pra cá
Se a vida muitas vezes só chuvisca, só garoa
e tudo não parece funcionar
Deixe esse problema a toa, pra ficar na boa
Vem pra cá
Do lado de cá, a vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá
A vida é agora, vê se não demora.
Pra recomeçar é só ter vontade de felicidade pra pular
Do lado de cá, a vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá
Não me deixe escapar assim... 

Mau-humor



 Em grego, Mal Humor (mau assim, com L e não com U) significa Distimia. O filósofo Sêneca tentou desprezar o termo Distimia por crer que o latim não necessitava importar palavras de outra língua e escreveu um belíssimo trabalho intitulado “A Tranqüilidade da Alma”. Mas, a despeito da belíssima descrição do tipo psicológico depressivo e melancólico, Sêneca não conseguiu expressão latina que completasse a idéia de Distimia. 
 A Distimia é um quadro depressivo crônico, incluído na CID.10 (Classificação Internacional das Doenças) nos Transtornos Persistentes do Humor. Ela se apresenta com sintomas de intensidade leve, se inicia em idade jovem e precoce e traz sofrimento e prejuízos significativos para a própria pessoa e para as de seu convívio normalmente familiar e ocupacional.
 Sendo o mau humor um estado crônico e persistente, estando ele relacionado à afetividade, poderíamos atribuí-lo à algum traço de personalidade. Um traço de personalidade é um atributo estável e persistente da personalidade que acaba se refletindo em seu comportamento e atitude diante da vida, do mundo e da realidade. Os traços da personalidade caracterizam a maneira da pessoa SER e não da pessoa ESTAR.
Na personalidade, o que se considera “temperamento” seria o atributo mais relacionado ao mau humor, logo, à Distimia. O termo "temperamento" diz respeito ao componente genético ou constitucional que define as características dos impulsos e do afeto
 A Distimia normalmente é acompanhada de sentimentos de inadequação, perda generalizada do interesse ou prazer, retraimento social, sentimentos de culpa ou preocupação acerca do passado, sensações subjetivas de irritabilidade ou raiva excessiva. Essas são características também das pessoas mau-humoradas.
Quando a pessoa sofre com sua maneira “mala” de ser, lamenta pelo seu mau humor, e gostaria até de melhorar, dizemos que ela é ego-distônica com sua personalidade ou descontente consigo mesma. Ao contrário, quando mesmo diante do apelo de todos para que mude sua maneira de ser, quando opiniões sobre sua chatice são unânimes e ela própria não se considera mau humorada, chamamos de ego-sincrônica à sua maneira de ser.
 Assim como tem sido extremamente raro a pessoa reconhecer ser pessimista (quase todos pessimistas se acham realistas), também os mau-humorados costumam negar sua chatice crônica, buscando justificar no cotidiano e nas circunstâncias as causas para seu ''azedo''. Essas justificativas vão desde uma simples dor de dentes até um pneu furado, mas os clínicos que têm experiência em serviços de emergência sabem que o estado de humor varia de pessoa para pessoa, mesmo quando diante da mesma dor, mesmo quando ambas são acometidas de ''cólica renal''. Existem pessoas que sofrem a dor em sua exata proporção (evidentemente não estão felizes), e aquelas que procuram distribuir seu infortúnio ao ambiente em sua volta.
“Eu tenho certeza de que o maior de todos os mistérios, a maravilha maior do universo, é a criação de uma nova vida, de um novo ser humano, único, irrepetível, com uma história própria que, se for eliminado, ninguém mais vai viver [aquela vida]. Gerar um filho não é só uma resposta a um instinto biológico de continuidade, é a participação em algo mais profundo existencial da pessoa”.






Sou totalmente contra o aborto!

Recomeçar de onde?

 O dinamismo da mudança e de ser melhor a cada dia nunca é tardio, pois faz das quedas um motivo de crescimento, de vida nova e de aprendizado. Portanto, se você aproveita o seu erro como aprendizado para crescer e amadurecer, você não recomeça do nada, pois sabe que tem uma história que o faz melhor, que o lança para o novo, para o futuro. A melhor pessoa é aquela que contempla a sua verdade quanto às suas qualidades e a seus defeitos. Por isso, recomece, mas não do início. Aprenda com os seus erros. Peça que Deus converta o seu olhar de um olhar negativo, pessimista, para um olhar que vê o todo e que contempla em primeiro lugar a graça dele. Não só erramos quando fazemos o mal, mas também ao deixarmos de fazer o bem quando poderíamos fazê-lo.

O mar

 Ela aproveitava os carinhos do mundo, os quatro elementos de tudo, deitada diante do mar, que apaixonado entregava as conchas mais belas, tesouros de barcos e velas que o tempo não deixou voltar. Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina? Quem já conseguiu dominar o amor? Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa? Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar.
Quando Ela entra n'água, o sorriso do mar drugada se estende pro resto do mundo, abençoando ondas cada vez mais altas,barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar desse novo amor... que vai chegar.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Uma verdade inventada

Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.
Quero poder me apaixonar por alguém que não conheço,  amar uma pessoa sem ao menos saber como é seu rosto, confiar em todo o mundo, acreditar que podemos ter a vida que quisermos, que podemos ser felizes sempre, felizes até nas horas tristes. Acreditar que tudo, apesar dos castigos, está dando certo.  Quero poder acreditar em tudo aquilo que a maioria das pessoas desacredita.
Love me tender,

Love me Sweet.

Um certo alguém



Quis evitar teus olhos
Mas não pude reagir
Fico à vontade então
Acho que é bobagem
A mania de fingir 
Negando a intenção


E quando um certo alguém
Cruzou o teu caminho
E te mudou a direção
Chego a ficar sem jeito
Mas não deixo de seguir
A tua aparição
E quando um certo alguém
Desperta o sentimento
É melhor não resistir
E se entregar
Me dê a mão
Vem ser a minha estrela
Complicação
Tão fácil de entender
Vamos dançar
Luzir a madrugada
Inspiração
Pra tudo que eu viver.

Que eu viver, uoh, uoh


E quando um certo alguém
Desperta o sentimento
É melhor não resistir
E se entregar.
 Lulu Santos / Ronaldo Bastos

Vamos sair por aí...


Roubando das flores , 
Um pouco de perfume. 
Roubando do sol , 
Uns raiozinhos de calor.
Roubando dos pássaros , 
Umas notas de alegria.
E do mar, umas gotas de serenidade.
Roubemos das árvores 
Um pouco de vitalidade.
E das nuvens brancas
Um pouco da leveza.
Roubemos da terra
A profundidade.
E das formigas
A solidariedade.
Basta querer ir comigo.

Eu chamo isso de estado agudo de felicidade.

Prefiro me apaixonar primeiramente pelas palavras, elas enganam com mais frequência, mas quando verdadeiras, Ah! são simplesmente fascinantes. Cansei de me perguntar o dia todo o por que... de tanto fascínio, de tantos pensamentos, e o por que do sonho. Quem será você? e por que me tomou todo o meu dia? Ui! Que medo.

Pessoas

Existem pessoas que querem ser bonitas para chamar a atenção, outras desejam a inteligência 
para serem admiradas. Mas há algumas que procuram cultivar a Alma e os Sentimentos. Essas 
alcançam a admiração de todos, porque além de belas e inteligentes tornam-se realmente PESSOAS.

Ei,

... não tenta entender as voltas que eu dou sozinha. Deixa só um mistério estranho de filme trash. Ninguém quer descobrir o que há por trás da mulher diferente, mas ela ainda é a mulher diferente que deve ser descoberta. 
Passo horas falando pra ficar muda de repente, passo toda a segurança do mundo pra me derrubar em medos bobos. É que tudo fica mais legal em constante mudança. E eu nem sei mais ser a mesma sempre.

Não mais polisipo

Um chocolate e um amor...
Quentes, por favor!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Aline

A solidão parecia gritar em seu peito pedindo socorro, gritava implorando acolhimento, carinho, amor e compreensão...
Ela, não era uma mulher de baixar a guarda facilmente para alguém merecer a confiança dela era algo muito difícil, pois ela era uma mulher fechada. Uma menina que as vezes se fechava no seu mundo, como aqueles lugares que só se permitem passagens em algumas horas do dia ou talvez em algumas vezes do ano, se você não tivesse a sorte de penetrar no momento certo, talvez demorasse meses ou até anos para que ela baixasse a guarda novamente e deixasse alguém se aproximar...

Sabe quando alguém escreve sobre você sem saber?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Talvez tudo, talvez nada.

Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (...) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem junto para Paris (...) talvez um se matasse, o outro negativasse. Sequestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada.

domingo, 12 de setembro de 2010

Ressaca!

Escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta. E eu acho — e posso estar enganada — que é isso que você não tá conseguindo fazer. Como é que é? Vai ficar com essa náusea seca a vida toda? E não fique esperando que alguém faça isso por você. Ocê sabe, na hora do porre brabo, não há nenhum dedo alheio disposto a entrar na garganta da gente.

Polisipo

Um café e um amor...
Quentes, por favor!

É fácil morrer

A toda hora, em todos os lugares, a morte está se oferecendo. Mais difícil é continuar vivendo. Eu continuo. Não sei se gosto, mas tenho uma curiosidade imensa pelo que vai me acontecer, pelas pessoas que vou conhecer, por tudo que vou dizer e fazer e ainda não sei o que será.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Olhar nos olhos é a melhor maneira de se chegar a uma conclusão sobre você, a pessoa e os fatos.

domingo, 5 de setembro de 2010

Por impulso, somente por um impulso...


Tive a vontade de conversar com um estranho, 

mas não podia ser qualquer estranho, 
tinha que ser aquele estranho escolhido pelo destino,
pelo acaso, 
pela sorte 
ou pelo azar. 
Pra conversar,
Falar coisas estranhas assim como ele.
Com a expectativa de não ter expectativas.
Então deixei escolherem o meu estranho, 
não sei bem ao certo quem o escolheu,
mas isso é o que me fascina...
Não saber nada sobre ele,
e querer saber.


sábado, 4 de setembro de 2010

Um coração contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções...

Rifa-se um coração 
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional 
que abre sorrisos tão largos que quase dá 
pra engolir as orelhas, mas que 
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e, 
se recusa a envelhecer" 
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta.