sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O que seria, então, o diálogo?



Arrisco afirmar que a base é a escuta; não o falar. 
 É saber ouvir sem qualquer preconceito, sem querer corrigi-lo ou interferir em sua fala. Toda pessoa precisa ser ouvida, precisa ter alguém que a escute e dê atenção às suas aspirações, sofrimentos, anseios diários... 
 Enfim, todos precisamos que alguém nos acolha com amor e nos escute por um momento do dia. Acho este o ponto essencial no diálogo: um fala e o outro escuta, depois o outro fala e o primeiro escuta. O fruto do diálogo deverá ser o consenso, uma opinião comum.
Quando tudo isso não acontece, as pessoas acabam se fechando e não se comunicando com quem ama, porque este não soube ouvi-la ou, então, interpretou a sua fala de forma errada, distorcendo aquilo que ouviu e reagindo de forma agressiva ou indiferente.
 A verdade dita sem amor torna-se agressiva e não produz o efeito de ajuda para a melhora do outro. 

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